quinta-feira, 17 de julho de 2014

Deixem as crianças em paz! Só que não...



 

         Segui a indicação de uma colega e assisti ao documentário “A educação proibida” acreditando que seria algo inovador e impactante. No entanto, constatei que muito daquilo mostrado no vídeo não era novidade para quem cursou Pedagogia e leu alguns livrinhos básicos. Apesar de concordar com muitas declarações dos especialistas e educadores que se manifestam a favor de uma educação diferente, libertadora, humanista, discordo em alguns pontos.  Ao final do documentário a mensagem que fica é: deixem as crianças em paz! Preocupante. Isso lembra o papel do construtivismo na educação brasileira: por ter sido concebido erroneamente durante muitos anos como um método (o que não é; trata-se de uma teoria do conhecimento que tenta explicar como a criança constrói o conhecimento) pretensamente adotado e incorporado (muitas vezes apenas no discurso) de professores e escolas em nosso país, agora é visto como o vilão e culpado do fracasso da escola pública brasileira. Educadores desavisados ou que levem ao “pé da letra” o que o documentário coloca como a educação ideal podem apenas piorar o que está péssimo. Sem dizer que a forma estereotipada e caricata como a figura do professor é evidenciada nas imagens chega a ser ridícula. Recuso-me a acreditar que ainda existam professores tão repressores.  Alguns trechos lembram nitidamente o clipe da música Another Brick in The Wall, do Pink Floyd, lançado há mais de 30 anos (a cena dos alunos sentados nas carteiras, lado a lado, em cima da esteira... seria plágio?) Aliás, a letra dessa música combina bem com as ideias expostas no filme:

Outro Tijolo No Muro (parte 2)


Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professor! Deixe as crianças em paz!
Contudo, é apenas outro tijolo no muro
Contudo, você é apenas outro tijolo no muro

"Errado, faça de novo!"
"Errado, faça de novo!"

          Enfim, parece que basta deixar as crianças abandonadas à própria sorte (sementinhas?), evitando regras, disciplina, objetivos, programas, currículo... Nada contra a felicidade dos alunos e a alegria da descoberta. Na Escola da Ponte, em Portugal, deu certo. Mas sabemos que, sem um mínimo de esforço e planejamento, a coisa não funciona. Estimular a criatividade, a iniciativa e a ação do educando, tudo bem, mas o papel do professor como mediador é essencial.
         Compreender a forma como a criança aprende, entender que ela vê o mundo de uma forma diferente (e respeitar isso) é uma coisa. Mas deduzir que expor o aluno ao objeto do conhecimento e imaginar que ele irá apropriar-se do mesmo de uma forma natural, quase “mágica”, é outra coisa bem diferente. Vejamos o exemplo de crianças que chegam à escola já sabendo ler. Dependendo do ambiente e estímulos aos quais estão expostas isso é possível. No entanto, há aquelas que só aprendem mediante a intervenção de um adulto. E mesmo as que chegam lendo, necessitam avançar em questões referentes à grafia convencional das palavras, do sentido do texto, etc. Obviamente que as atividades podem ser organizadas de forma lúdica, mas atentando para objetivos e finalidades que são definidos anteriormente. 
        Um dos méritos de "A educação proibida" é o de fornecer algumas respostas para o  fracasso do Ensino Médio "Inovador" Politécnico adotado nas escolas estaduais do RS. Alunos passam oito ou nove anos dentro da escola aprendendo a reproduzir conceitos, memorizar fórmulas, estudar para passar de ano (algo que fica explícito no documentário, e, temos de concordar, acontece em grande parte do sistema educacional). Quando ingressa no Ensino Médio, esse mesmo aluno recebe de "presente"  (de grego) a liberdade para investigar, descobrir e aprender sobre aquilo que lhe interessa (através de projetos). Agora pedem que o aluno seja um pesquisador e aja com autonomia. Mas esquecem que até ali ninguém o ensinou a fazer isso. E aí nascem as falhas que tornam essa concepção de ensino destinada ao fracasso (nesse contexto), desinteresse... Na fala de muitos alunos e professores: uma "matação" de tempo!
       Na próxima postagem falarei sobre outro documentário que considero muito mais interessante e pertinente ao contexto da educação brasileira atual.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Aprendendo com os alemães




        A derrota brasileira para a Alemanha suscita inúmeros debates na imprensa mundial. Apesar da fama de melhores do mundo, perdemos de forma humilhante, em nossa própria casa. A derrota era um tanto perceptível,tendo em vista o desempenho dos atletas brasileiros nos jogos anteriores.
            Talvez tenhamos aprendido que uma Copa do Mundo  não se ganha apenas com emoção, hino entoado aos prantos, sorte ou “futebol arte” (se  é que isso ainda existe). Uma disputa de tal importância se ganha com objetividade,organização, disciplina e planejamento.
          Não deixa de ser tentador fazer uma analogia entre futebol e educação, para comparar Brasil e Alemanha. Sabemos o quanto a nossa educação é fraca,deficiente, insatisfatória. Apesar disso, seguimos otimistas, apostando na boa vontade ou sorte, buscando motivações externas para mudar tal realidade (assim como fez Felipão, motivando os jogadores,mas não agindo como um técnico com objetivos e táticas eficientes). E os resultados pífios do Brasil repetem-se, ano após ano, como podemos comprovar no teste de PISA – avaliação internacional que mede a qualidade da educação em vários países. Nosso ex- ministro da Educação, Fernando Haddad, chegou a afirmar, na época, diante dos índices alarmantes demonstrados pelos estudantes brasileiros, que “A foto é ruim, mas o filme é muito bom”. Isso para explicar que havia evolução, mesmo que medíocre (isso não lembra as declarações de Felipão sobre nossa seleção nos jogos da Copa 2014?) Ou seja, tá ruim, mas tá bom,né?
            Pois bem. E os alemães? Em 2000, os estudantes da Alemanha ficaram em 21º lugar entre 31 países no referido teste, resultado não tão preocupante, porém encarado por eles como inaceitável. E as medidas necessárias para avançar em educação devem ter sido tomadas, já que no último teste o país ficou acima da média dos países da OCDE (12º em Ciências, 16º em Matemática e 19º em Leitura). Devem ter feito algo parecido com o que demonstraram em campo, não só contra o Brasil, mas combatendo as demais seleções durante os jogos da Copa: determinação, objetividade, disciplina, tática. Talvez o exemplo da Alemanha nesse mundial nos sirva de lição, não apenas dentro de campo, mas também fora dele: nas escolas desse nosso Brasil imenso que tanto necessita avançar.

sábado, 5 de julho de 2014

Drogas: por que há pessoas que não usam?



          As razões pelas quais as pessoas tornam-se dependentes químicas, ou seja, viciadas em drogas, lícitas ou ilícitas, movimentam inúmeros debates entre especialistas e constituem tema de pesquisas frequentes.
          São diversos os motivos apontados para o uso de drogas: por curiosidade, para adequar-se ao grupo de convívio, para aliviar as tensões do cotidiano (ou mesmo fugir delas), para alterar as percepções...
          Algumas pessoas conseguem utilizar essas substâncias de forma controlada e por toda a vida (seria o tal uso recreativo); já outras acabam escravas delas (os dependentes químicos).
         Em 2013 um estudo apontou que o Brasil é o segundo maior consumidor  mundial de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). São milhões de pessoas utilizando essas substâncias, e o número aumenta a cada ano.
        Diante desses dados preocupantes, não seria conveniente estudar por que há pessoas que não utilizam drogas, que dispensam totalmente até mesmo um simples drinque ou cervejinha no final  de semana? O que há em comum nessa parcela da população que não sente necessidade alguma de utilizar drogas, lícitas ou ilícitas, ao longo de suas vidas?
         Seriam essas pessoas mais inteligentes e bem informadas? Creio que não. Informação é o que não nos falta: são inúmeros os programas que alertam sobre os perigos e consequências dos vícios em geral; nas escolas é de praxe que os alunos assistam a palestras sobre o assunto, ano após ano. Apesar das informações e imagens contidas nas embalagens de cigarros comuns, demonstrando as doenças causadas pelo fumo, os fumantes veementemente ignoram tais alertas. Não é por falta de informação que milhares de jovens experimentam drogas todos os dias. E de inteligência também: vejamos o exemplo de Renato Russo, grande poeta, compositor, músico, professor de Língua Inglesa,  QI acima da média. Nada disso livrou o artista do abuso do álcool e outras substâncias.
              Quem sabe então a resposta estaria na forma como essas pessoas, não adeptas às drogas, foram criadas? Seriam o ambiente familiar e os valores ensinados pelos pais os responsáveis por tal “blindagem”? Parece que não: há inúmeros casos de adictos que foram criados por famílias amorosas, atenciosas, com valores morais e éticos presentes... Mesmo assim, em algum momento de suas vidas, sentiram a necessidade de experimentar drogas.
             Ao procurar dados sobre essa questão na internet, acessei inúmeros sites que tentam responder por que as pessoas usam drogas. Mas nenhum que explique o que está por trás do comportamento oposto.
         Acredito que um dos fatores que pode afastar o ser humano das drogas é a autoestima elevada: quem está satisfeito consigo mesmo tende a não buscar felicidade, fuga ou alteração dos sentidos; não necessita de nenhum tipo de substância para distrair-se, preencher um vazio existencial ou sentir-se melhor. Pessoas que se gostam tendem a cuidar da saúde e da aparência, evitam comportamentos de risco e não condicionam a felicidade a acontecimentos ou fatos externos. Bem que os estudiosos poderiam dedicar um tempinho a esse tema e realizar pesquisas que tentem explicar por que as pessoas NÃO usam drogas.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Natureza X artificialidade



          Bons escritores nos marcam para sempre. Considero um dever moral conhecê-los, através da leitura de suas obras. Lendo “A desobediência civil”, de Henry David Thoureau, tive a convicção de estar entrando no universo de um gênio. Além de ser radicalmente contrário a escravidão, foi historiador e filósofo, já em 1849 preocupava-se com os rumos do progresso e considerava lamentável os efeitos da revolução industrial ao planeta. Sim, em pleno século XIX, era um  ecologista. Aliás, o pensamento que norteia seu livro é justamente a valorização da natureza, afirmando que a sua contemplação levava à felicidade. Ele próprio, em idade avançada, empreendia longas caminhadas diárias de três ou quatro horas mata adentro, tendo cuidado para manter-se longe de estradas (sinal da civilização), das cidades e da sociedade. Dizia que, sem isso, seus dias não tinham sentido.
           Fiquei maravilhada e espantada ao conhecer tal pensamento. O que diria Thoureau nos dias de hoje? Supondo que ele entrasse numa máquina do tempo e fosse transportado para 2014,  qual  seria sua reação diante dos exemplares da raça  humana que habitam principalmente os grandes centros urbanos? Imagino-o passeando pelos shoppings centers, redutos da maioria dos mortais em busca do frescor do ar condicionado nos momentos de lazer, um local artificial mas que oferece segurança e conforto. Ou ainda o escritor presenciando a fuga em massa das grandes capitais ao aproximar-se um feriado prolongado, homens e mulheres estressados e entediados das suas rotinas buscando um pouco de areia e água salgada (mesmo poluída), presos por horas a engarrafamentos torturantes para só então desfrutar de alguns momentos raros junto à “natureza”. Ou ainda, que diria Thoreau ao saber que, para fugir do progresso que tanto almejamos e resultou em destruição, caos, desordem e insegurança, tivemos a brilhante ideia de construir redutos de paz, tranquilidade e segurança, os condomínios fechados. Creio que o escritor chegaria a conclusão que, lá em 1849, estava totalmente certo, e que a raça humana está presa numa armadilha armada por ela mesma. Sim, pois para sentir-se seguro e livre, o homem contemporâneo necessita habitar lugares fechados, monitorados 24 horas por dia, não sem antes passar por uma guarita para entrar em casa. Ao visitar a casa de um parente num desses nobres lugares, senti a artificialidade em tudo: no lago imenso, localizado bem no centro do condomínio; no sobrado onde morava meu familiar, espremido entre duas outras construções; mas, sobretudo, no pequenino jardim que disputava espaço com o deck e uma modesta piscina, numa estreita faixa de terreno. Nada mais articial. Aliás, sobre isso, Thoreau dá um ótimo exemplo em seu livro:
“...deste pobre arremedo de Natureza e Arte que chamo de meu jardim da frente? Ele foi feito num esforço de limpar e criar uma aparência decente depois que o pedreiro e o carpinteiro terminaram seu serviço, embora essa aparência se preste muito mais aos passantes do que ao morador.”
          É, Thoureau descobriria que os homens modernos vivem em meio  a artificialidade e estão pouco ligando para a natureza, sua própria essência. Somos cada vez mais artificiais. Estudiosos e filósofos questionam se um dia as máquinas tomarão o lugar dos homens. Em grande parte, já estão tomando. Mas poderiam as máquinas se transformarem em pessoas? Não sabemos, mas é bem possível que o contrário aconteça: nós, tão preocupados em produzir, progredir, consumir, temos pouco espaço para a contemplação; realizamos as tarefas diárias de forma apressada e mecânica; dispensamos conversas olho no olho para acessar redes sociais com zilhões de “amigos” que jamais conheceremos pessoalmente. Estamos cada vez mais mecânicos, destituídos de emoções. Parecemos robôs. Estamos nos transformando em máquinas. Recente pesquisa constatou que há uma relação direta entre a publicação de imagens “selfies” e a prática sexual: quanto mais fotos o indivíduo posta nas redes sociais, menos relações sexuais ele tem. Ora, nada mais natural  e essencial aos humanos que a prática de sexo. Já o comportamento obsessivo de ficar o dia todo preocupado em tirar fotos (ensaiadas, resultantes de  muitas poses e filtros) nada tem de natural.
              Pois bem, nosso amigo Thoreau ficaria abismado, cometeria suicídio ou entraria apressadamente na sua máquina do tempo para fugir de toda essa loucura. Mas imaginemos que por um acaso ele se encontrasse com outro gênio, brasileiro, e nosso contemporâneo: Sebastião Salgado, fotógrafo incrível que dispensa apresentações. Salgado, em seu projeto Gênesis, percorreu diversos lugares do planeta em busca de imagens de lugares intocados, retratando a natureza. Um fotógrafo que contempla e registra em preto e branco tudo aquilo que Thoureau amava. Seria memorável.
          Mas toda essa história é apenas um pequeno exercício de imaginação. Viagens no tempo não são possíveis, assim como não podemos negar o progresso humano, com todas as consequências positivas e negativas. Resta-nos buscar nos livros e obras dos gênios e pessoas inspiradas um significado para toda essa loucura moderna. Como diz Thoureau: “Cada manhã era um alegre convite para que eu conferisse à minha vida a mesma simplicidade, diria até inocência, da própria Natureza”.
             E, como podemos apreciar nas belas imagens de Sebastião Salgado, também ela, a Natureza, e não a artificialidade, é o que nos comove.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Educação no papel



Quando o ideal e o real irão se aproximar quando falamos em educação pública brasileira?
Ao ler as revistas especializadas sobre ensino, educação e escola, principalmente a publicação Nova Escola, conhecemos relatos de práticas inovadoras e de sucesso. Mas seriam esses exemplos algo comum à realidade do Brasil como um todo?
Ao tomarmos a situação real das escolas perto de nós a realidade é outra. Os mesmos problemas de sempre, históricos, se repetem, governo após governo.  E os resultados do Brasil em testes internacionais, como o PISA, são apenas a confirmação de que a escola pública agoniza:  o país está em 55º no ranking de leitura, 58º no de Matemática e 59º no de Ciências (num total de 65 países).
Nada disso é novidade. Novidade seria caso alguém detivesse a solução mágica para tal situação preocupante.
Mas soluções mágicas não existem, sabemos. O que se pode fazer é atentar aos exemplos que dão certo. O canal Globo News exibiu esse ano uma série de documentários com o título “Educação.doc”. Neles podemos constatar que o que fez diferença e mudou de alguma forma as escolas retratadas para melhor foi um esforço conjunto: direções das escolas, professores, pais e alunos. Sim, isso já consta no planejamento das instituições, recomendações do governo e documentos oficiais. Acontece que, como invariavelmente ocorre também em outros cenários da vida pública, o que está no papel dificilmente se efetiva na prática. O diferencial dessas realidades mostradas nos referidos documentários é a vontade de mudar colocada em prática, com planejamento, organização e comprometimento de todos os envolvidos.
A educação pública precisa deixar de ser perfeita no papel, ela necessita urgentemente acontecer de verdade.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Salvando o mundo

    Acordei, numa manhã qualquer, com um desejo incrível de salvar o mundo. A rotina, o trabalho aparentemente comum, a falta de perspectivas levaram-me a e ter essa vontade irresistível, no melhor estilo "we are the world, we are the children".
     Acessei a organização Médico Sem Fronteiras. Poderia trabalhar como voluntária em algum país miserável da Africa, deleitando-me com a possibilidade de exultar minhas nobres virtudes altruísticas. Grande surpresa ao descobrir que auréola de santa e disposição para atravessar o Oceano Atlântico  não bastavam, para integrar tal equipe era necessária certa formação (medicina, psicologia, enfermagem). Além disso, deveria enfrentar uma seleção, caso fosse habilitada para tal desafio. Pois bem, desisti.
      Restava enfrentar meu mundinho, a escola. Eis que naquela tarde, como de costume, sou recepcionada com um beijo melado, no pátio do colégio, pela aluna Caroline. Ela mora, juntamente com sua mãe e três irmãos (e mais um a caminho) numa modesta casinha de três cômodos, sendo que nenhum tem cama, e todos se ajeitam como podem em apenas um colchão. Caroline tem deficiência mental leve e no início do ano letivo era incapaz de pular corda. Apesar do meu empenho e incentivo, a menina ficava sorrindo com olhar distante e movia minimamente os pés. Porém, depois de alguns meses, com insistência (e persistência) a menina conseguia pular coordenadamente contando até dez. Talvez por isso ela viesse todos os dias saudar-me com um beijo, como se declarasse que fiz algo de bom, de importante, por ela.
      Essa aluna mostrou-me que posso mudar o mundo diariamente, nos pequenos gestos que por vezes passam despercebidos. Que médicos sem fronteiras, que nada. Dá uma corda pra cá que eu faço a minha parte!
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